Abjurar: do Lat. ab. + jurare, v. tr., renunciar formalmente a certos erros (crença religiosa ou política) em acto público; retratar-se, apostatar.

quinta-feira, novembro 03, 2005

Apresentação do manifesto eleitoral e da Comissão de Honra


Na próxima sexta-feira, 4 de Novembro, pelas 18.30, no Hotel Altis, em Lisboa, Manuel Alegre apresenta o seu manifesto eleitoral e a Comissão de Honra. O acto é aberto ao público.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Governo Mais Positivo!


Como é hábito, não nos refugiamos no facciosismo partidário para não denunciar, ou criticar, medidas cujos objectivos, meios instrumentais ou fundamentos sejam arguidos de forma duvidosa. No entanto, em nome de um justo juízo de mérito, há que tornar público também o agrado com que outras medidas são por nós recebidas.

Assim, neste fim-de-semana prolongado, o Governo "brindou-nos" com 4 medidas, que destacamos com nota positiva, por critérios de justiça social:

1 - Os funcionários públicos com mais de 60 anos vão passar a ter mais dias de férias, para compensar o aumento da idade de reforma para os 65 anos;

2 - Lançamento do Documento Único Automóvel, substituindo o livrete e o registo de propriedade dos veículos, tem um conjunto de elementos físicos de segurança, dificulta a falsificação e facilita a actividade fiscalizadora, ao mesmo tempo que promove a protecção do ambiente já que os veículos movidos a energia alternativas ou híbridos passam a ter isenções significativas, podendo mesmo ser gratuitos;

3 - Fim do selo do carro em 2006: o imposto passará a incidir sobre a posse e não sobre o uso e fruição da viatura, significando que haverá um agravamento da carga fiscal sobre o automóvel. Com a alteração a introduzir, todos os automóveis, que circulem ou não, pagam imposto. A cobrança será feita por ano de matrícula, com o proprietário a receber, em sua casa, no mês a que corresponde a matrícula, a guia de pagamento do Imposto Municipal sobre Veículos;

4 - Diminuição no tempo do subsídio de desemprego, com a idade e os descontos para a Segurança Social a pesarem no tempo em que os desempregados passam a ter direito a receber o subsídio.

terça-feira, novembro 01, 2005

250 anos após 1755

Em 2005, evocam-se 250 anos que o maior sismo de sempre na Europa devastou Lisboa. Era dia de Todos-os-Santos de manhã e os habitantes da capital preparavam-se para a missa do feriado. De repente, a terra tremeu e passados muitos minutos o mar abateu-se sobre Lisboa e ao longo da costa, do Algarve a Cascais, inundando também o Sul de Espanha e o Norte de África. Durante vários dias, um grande incêndio destruiu o que é hoje a Baixa Pombalina. No final, Portugal era um país com todo o seu sudoeste destruído e a precisar de reconstrução. (ler mais...)

Estará Lisboa preparada? Estamos a "matar" a baixa pombalina?

Sítio Recomendado da Semana: www.mnac.es





Esta semana iniciamos uma nova categoria: sítios recomendados.

Assim, já que hoje nasceu uma Infanta de Espanha, o primeiro sítio que recomendamos aloja as páginas de um dos Museus mais importantes da pensínsula ibérica: Museu Nacional d'Art de Catalunya em Barcelona.

Pela segunda vez visitei o Museu no passado mês de Agosto sendo agradavelmente surpreendido pela remodelação ocorrida, com a integração do período moderno, cujos expoentes máximos são o novecentismo e as vanguardas do início do século XX. Aproveitei, ainda, para visitar uma exposição temporária dos artitas alemães do grupo Brücke (A Ponte), fundado em Dreden em 1905, onde pontuam, Ernst Ludwig Kirchner, Fritz Bleyl, Erich Heckel, Karl Schmidt-Rottluff, Emil Nolde, Max Pechstein, Cuno Amiet e Otto Mueller.

Poderá ser visitado em www.mnac.es

Será que estamos disponíveis?

Recomenda-se a leitura do ponto de vita de Jorge Rendeiro no site www.manuelalegre.com . Permitimo-nos citar o seguinte:

A candidatura de Alegre vem dar a possibilidade aos portugueses que pensam Portugal no seu círculo de amigos, na sua faculdade, no seu local de trabalho, na sua escola, no seu café ou no seu blog, de contribuir para o seu país. BASTA QUE PARA ISSO ESTEJAM DISPONIVEIS. (Ler mais)

Alegre é o candidato da sociedade civil! (Dr. João Correia no programa Prós e Contras na RTP)

segunda-feira, outubro 31, 2005

Santo Condestável.


Está agendada para dia 3 de Novembro a instalação, verificação de poderes e tomada de posse da Assembleia de Freguesia de Santo Condestável, eleita a 09 de Outubro. Tal como já referi no Forum Campo de Ourique apesar do Presidente eleito ser PSD, o PS apenas tem menos um membro na Assembleia de Freguesia do que o partido mais votado: o PSD perde um eleito face a 2001!

Mais: os partidos de esquerda mantêm e reforçam a sua maioria na Assembleia de Freguesia, aumentando em dois o número de mandatos atribuídos (4 membros para o PS, 3 para a CDU e 1 para o BE em 2005, face aos 6 elementos da coligação PS+CDU em 2001).

Nesta correlação de forças, sendo o Presidente de Junta eleito pelo PSD e tendo, desde 2002, a competência exclusiva de propor à Assembleia os vogais a eleger para a Junta, colocam-se duas hipóteses:

1. A maioria de esquerda veta o executivo do partido mais votado, lançando a freguesia numa situação patológica que desembocaria em eleições intercalares, com a consequente responsabilização da maioria de esquerda nas urnas pela desestabilização.

2. Existe uma solução de compromisso democrático e de responsabilidade, que em nome do interesse público e da governabilidade da freguesia, respeite os resultados eleitorais e permita eleger um executivo plural que funcionará nos próximos quatro anos.

Segundo sei, um pouco por toda a cidade de Lisboa, existem cenários semelhantes. A meu ver, apesar do princípio da especialidade estando em causa políticas locais, deveria existir uma maior orientação concelhia das atitudes e posições a tomar nestas circunstâncias. Para que haja coerência e para afastar interesses pessoais das conversações sobre estas matérias. Oportunamente voltaremos a este assunto.

«Senhor da Guerra».


Fui ver «Senhor da Guerra» é um filme baseado em factos reais que explora o mundo internacional do negócio de armas.
A história tem como protagonista Nicolas Cage, que interpreta o papel de um traficante de armas (Yuri Orlov) perseguido por um agente da Interpol (Ethan Hawke).
Longe de ser um bom filme, aliás Etham Hawke deixa muito a desejar e, Nicolas exagerou nas plásticas e nos implantes de cabelo, os factos reais em que se basearam merecem reflexão e, fazem-nos sentir meras peças num xadrez de interesses muito complicados...

Ficha técnica:
Título: «Senhor da Guerra» Título original: «Lord of War» Realização: Andrew Niccol Elenco: Ethan Hawke, Nicolas Cage, Bridget Moynahan, Jared Leto Género: Acção / Drama / Thriller Origem:EUA Ano: 2005 Duração: 122 minutos Idade: M/16

domingo, outubro 30, 2005

Gastronomia em Santarém.



Cheguei de Santarém!

A lezíria lá ficou... agora mais alagada com as primeiras chuvas de Outono! Sabe bem sentir o cheiro a terra molhada.

Claro que comigo para Lisboa vieram mais umas declarações Alegres!

Já agora, se puderem, não percam o Festival de Gastronomia que decorre em Santarém até 6 de Novembro.

sábado, outubro 29, 2005

Novo executivo municipal em Santarém


Na minha terra natal, Santarém, tomou posse um novo executivo e, um novo Presidente de Câmara, Moita Flores, eleito pelo PSD, no passado dia 09 de Outubro.

Na cerimónia foi particularmente notada a ausência do anterior presidente da Câmara, Rui Barreiro (PS).Os discursos foram marcados pelas citações literárias. José Miguel Noras, presidente cessante da Assembleia Municipal, citou a “Ode Marítima” de Álvaro de Campos, comparando a cerimónia da tomada de posse dos novos eleitos à Câmara e Assembleia Municipal a um cais de chegada, para os que cessam funções, e de partida para os que iniciam agora a viagem por Santarém. Miguel Noras deixou palavras de reconhecimento aos eleitos da Assembleia Municipal e em especial aos presidentes das Juntas de Freguesia. Quanto ao presidente cessante da Câmara, Miguel Noras deu conta de que Rui Barreiro o informou, “pesaroso”, de que não poderia estar presente, “por razões de natureza imprevista que o deixaram retido no Algarve”.

Tive o prazer de ter sido eleito nesta Assembleia Municipal, entre 1997 e 2001, presidida na altura pelo compositor, médico e músico, José Niza. Nesse tempo Miguel Noras era Presidente da Câmara Municipal e, a meu ver, desempenhou o papel de melhor Presidente de Câmara de Santarém da segunda metade do século XX.

Espero que o PS possa efectuar uma profunda renovação e auto-avaliação de modo a apresentar-se no futuro como alternativa credível a um executivo que, fora o Presidente, não constituí novidade em Santarém e, cujo modus operandi não poderá ser melhor que medíocre...

sexta-feira, outubro 28, 2005

Jantar de Trabalho para Força Alegre!


A 19 de Outubro, o renovado Restaurante O Canas, em Campo de Ourique, recebeu um jantar de trabalho para apoio da candidatura de Manuel Alegre.

Entre os convivas, estiveram presentes cidadãos que são referências da cidadania e da vivência democrática, na história de Campo de Ourique, como o Dr. Henrique de Melo (Director de Campanha), Sr. Carlos Esteves (histórico militante socialista e antigo membro da Junta de Freguesia de Santo Condestável) e Ana Sara Brito (Dirigente Nacional do Partido Socialista e Presidente cessante da Junta de Freguesia da Encarnação).

Entre os vários convidados, esteve também presente o Blog Tugir em Português, através de Luís Novaes Tito, bem como a Deputada Teresa Portugal e o Gestor Manuel Pina.

Este encontro enquadra-se nas várias reuniões de cidadãos têm decorrido em diversos pontos do país, que segundo o site da candidatura, servirão "para preparar o apoio à candidatura de Manuel Alegre, numa demonstração de vitalidade e de vontade cívica de eleitores que desejam dar corpo a uma candidatura que não depende de nenhuma força política e representa genuinamente os cidadãos."

Carta Aberta ao Poeta e ao Cidadão.


Manuel Alegre,
Tenho orgulho em si: como Português, como Poeta e como Individualidade de Esquerda.

Chegou o tempo de se fazer ouvir a voz dos cidadãos, para além das máquinas partidárias: é este o tempo de recuperar a esperança, o tempo de reabilitar o regime e o tempo de dar novo fôlego à Democracia.

Para isso confio em si.

É necessário um novo Estado Estratego que se recoloque o no seu papel de regulador da vida social, económica e cultural, que não despreze a ética e o humanismo mas, que também exija a excelência, a qualidade e o rigor.

Para isso, também confio em si.

Aqui fica uma palavra de agradecimento pela candidatura e, de estímulo.

Empenhar-me-ei neste apoio e nesta campanha, plenamente convicto que querermos o melhor para Portugal e para a Democracia.

O Dr. Almeida Santos sabiamente defende que “não há Democracia sem Partidos” mas, acrescento eu, também não haverá Partidos sem Democracia. Assim, é indispensável “alargar a cidadania” para haver democracia para além e dentro dos próprios Partidos, sob pena o fosso se tornar intransponível.

Por isso quero um Presidente que defenda a Constituição: não quero um presidente contra a Constituição ou um presidente para qualquer Constituição. É para que isso confio em si.

quinta-feira, outubro 27, 2005

Barómetro Marktest de Outubro


O barómetro Marktest para a TSF e o Diário de Notícias, hoje divulgado, revela que Manuel Alegre supera Mário Soares nas intenções de voto para as presidenciais, mas Cavaco Silva poderia ganhar à primeira volta.

De acordo com o barómetro do mês de Outubro, Alegre recolhe 13,8% das intenções de voto (10,9% no mês passado), enquanto Mário Soares, apoiado pelo PS, não vai além dos 10,3% (tinha 14,5% das intenções em Setembro).

Provalmente, este barómetro foi o mais favorável a Cavaco Silva: surge imediatamente após à encenação da sua coroação. Aguardemos por todos os manifestos, comissões de honra e políticas e ... que se inicie o debate! Depois veremos...

Para já, Alegre está no bom caminho!

quarta-feira, outubro 26, 2005

Abjurar: a renúncia formal aos erros.


Depois de muito prometer, finalmente, ingresso na Blogosfera.

sexta-feira, março 18, 2005

Programa apresentado por Miguel Coelho

Programa apresentado por Miguel Coelho disponível em
http://www.miguelcoelhopslisboa2006.net

PROGRAMA

INTRODUÇÃO

Os últimos anos constituíram um período muito rico para o PS/Lisboa.
Protagonizámos momentos de grandes combates políticos e, como disse Manuel Maria Carrilho numa reunião com responsáveis das secções e autárquicos, “se todos tivessem feito o que a Concelhia de Lisboa fez, Santana Lopes nunca teria chegado a Primeiro-Ministro”.
Foi na realidade um período de grandes combates, mas também foi o “tempo do Fórum Cidade”, exemplar espaço de debate de políticas de cidade, envolvendo militantes e cidadãos sem partido.
Tivemos grandes vitórias em Lisboa nas eleições Europeias e Legislativas e tivemos também uma grande decepção com o resultado das eleições autárquicas. Contudo, estivemos presentes, solidários com decisões que nos ultrapassaram, mas sempre presentes, nunca nos escondendo no “conforto dos gabinetes”, isto é, estivemos sempre na primeira linha de todos os combates políticos, os difíceis e os previsivelmente fáceis, e sempre em nome do PS.
Incentivados por centenas de militantes que nos instaram a continuar o projecto Partido de Militantes, Aberto e Solidário, conscientes da importância do apelo do nosso Secretário-Geral de que “todo o Partido se deve mobilizar para apoiar activamente o Governo do PS”, aqui estamos, novamente, com espírito de combate, experiência, participação, transformação, qualificação, responsabilidade, inconformismo e vontade de favorecer a renovação para, em nome de todos os militantes, continuar a prestigiar o PS/Lisboa, mantendo as suas características de Solidariedade, Construtivamente Crítica e independente das “emanações superiores”.

A. OS NOSSOS COMPROMISSOS

O PS é um partido com especiais responsabilidades na construção e consolidação da democracia e não pode, por acção ou omissão, deixar de reflectir sobre um progressivo desinteresse dos cidadãos pela política e de actuar em sentido contrário. Importa fundamentalmente intervir nas causas dos problemas e não sobre as suas manifestações e, como tal, o PS não pode, igualmente, estar afastado da sociedade e dos seus problemas, nem permitir que a sua matriz ideológica e programática seja substituída por uma qualquer estratégia de comunicação política.

Assim, no actual contexto social e político, importa sobremaneira que a Concelhia de Lisboa defina com clareza um modelo para a sua acção, adequado à nova realidade política e social, em que afirme, inequivocamente, o primado dos valores relativamente aos interesses – como uma via indispensável para renovar e credibilizar a política e os políticos.

Se um traço essencial da política do PS Lisboa deve ser o rigor e a transparência em todos os actos dos cidadãos eleitos nas suas listas importa, igualmente, aumentar a qualificação da intervenção na vida da Cidade.

Neste quadro, incentivar, cada vez mais, a militância, de todos, no PS Lisboa e, de um modo geral, mobilizar todos os lisboetas, adquire uma enorme importância política, pelo que devem ser permanentemente encontradas as vias que estimulem uma participação alargada em decisões fundamentais para a Cidade e para o País.

É com este propósito de renovação que nos apresentamos a estas eleições.

Daí a crescente adesão a este projecto, e muitos o fazem pela primeira vez, dos nossos autarcas, dos dirigentes das secções de residência e de acção sectorial, dos sindicalistas, dos jovens e dos novos militantes, a par do apoio, tradicional, dos militantes mais antigos que sentem o partido como parte fundamental da sua vida – porque o PS é composto por mulheres e homens livres que não se deixam instrumentalizar e sabem que podem contar com este projecto para fazer ouvir, permanentemente, a sua voz.

Até porque a participação dos militantes e dos cidadãos deve também servir, a par da construção de uma alternativa política para Lisboa, para o que deve unir todos os socialistas - o cumprimento do nosso Programa de Governo.

Para esse efeito, o partido tem de se apresentar como uma força política estável e de confiança durante o próximo ciclo de três anos e meio sem eleições. Consequentemente, não pode ser o partido a colocar em causa nem a maioria absoluta do PS, nem o Governo, nem as políticas, necessárias pela herança que recebemos da direita, que o nosso partido tem vindo a desenvolver. Pelo contrário, o nosso papel deverá passar por contribuir para o esforço colectivo de reconciliar o PS com os seus eleitores tradicionais – não deixando que algum afastamento seja mais do que momentâneo.

Daí que assumamos os seguintes compromissos para a acção política do PS Lisboa:
1. Qualificar e Aprofundar a Participação;
2. Liderar a oposição com Coerência e Responsabilidade.

1. PS (em) LISBOA: O Compromisso de Qualificar e Aprofundar a Participação

Os militantes do PS têm revelado um elevado grau de maturidade política, assumindo cada vez mais uma postura interessada nos problemas que os rodeiam e, por isso mesmo, constatamos com agrado a sua presença empenhada e interventiva nas diferentes acções que de forma sistemática foram organizadas pela Concelhia de Lisboa. É, pois, nossa obrigação estarmos atentos à crescente participação que se tem vindo a verificar e procurarmos estabelecer ainda mais e melhor um contacto de proximidade e, sobretudo, de qualificação com todos aqueles que se revêem numa política de partilha, de confiança e de integração.

Torna-se, assim, indispensável deixarmos claro que este é um compromisso exigente que aposta essencialmente na qualificação individual que pretende integrar todos os militantes e cidadãos que a nós se queiram juntar, numa lógica de participação política e cívica activas, que tem por finalidade conquistar a Cidade de Lisboa. Para atingirmos esse objectivo é preciso estarmos unidos nesse mesmo propósito e dinamizarmos o nosso compromisso eleitoral junto dos cidadãos para ganharmos a sua confiança e incrementarmos a sua participação. É, pois, necessário termos sempre presente que o Partido Socialista é um partido republicano, que emana dos cidadãos. É deles, por isso, que os nossos militantes, dirigentes e autarcas têm que estar próximos, concebendo a sua acção política como tarefa colectiva de mobilização de pessoas e grupos para o projecto de plena realização da democracia e da afirmação dos ideais da liberdade, da igualdade e da solidariedade, tal como vem expressa na Declaração de Princípios do PS. São estes os pilares em que assenta e se ergue o nosso compromisso: Unidos, garantindo em todas as nossas acções a prática efectiva dos princípios éticos e ideológicos que sempre representaram o orgulho do Partido Socialista e dignificaram a voz dos nossos militantes.

Do mesmo modo, o PS Lisboa deverá ter um papel essencial na afirmação da Cidade no contexto da Área Metropolitana de Lisboa e na partilha de experiências autárquicas entre as diferentes Cidades europeias e mundiais.
Por último, a experiência dos últimos anos confirmou a existência de um número significativo de cidadãos que, identificando-se com os valores do projecto político do Partido Socialista, e tendo a vontade de participar nas suas iniciativas não desejam, contudo, ser nossos militantes. Para os socialistas, a militância supõe um compromisso voluntário com o nosso partido que não exclui outras formas de colaboração que consagrem efectivamente a participação permanente de todos os cidadãos no caminho conjunto que teremos de fazer para melhorar a nossa acção política, os nossos programas e as propostas que devemos dirigir à sociedade.
Um projecto de progresso, plural, aberto à renovação e inovação, como o que protagonizamos, tem de contar com todos os cidadãos que a ele queiram juntar a sua competência profissional e a sua disponibilidade pessoal. A participação na construção de uma alternativa política não se pode esgotar nos militantes do PS como, aliás, espelham as nossas listas autárquicas, nomeadamente nas freguesias.
Para o efeito, procuraremos:

• Relançar, institucionalizar, melhorar e aprofundar o Fórum Cidade, definindo uma estrutura mais definitiva de modo a assegurar o seu bom funcionamento e criar alicerces para que o mesmo se consolide no futuro – enquanto movimento onde se confrontem diferentes perspectivas e se assumam consensos sobre os projectos para a Cidade e se estimulem as potencialidades inovadoras;

• Organizar, com periodicidade mensal, um debate político, com temas relacionados com a actualidade da vida politica portuguesa, que conte com a participação de um dirigente nacional do PS ou de um membro do Governo;

• Promover encontros inter-concelhios de modo a que sejam debatidos problemas relativos a dois ou mais concelhos da Área Urbana de Lisboa, procurando assim definir propostas, medidas e soluções comuns que venham a ser defendidas e implementadas nesses mesmos concelhos;

• Dar continuidade às reuniões regulares dos Conselhos de Secretários Coordenadores das Secções de Residência e de Acção Sectorial;
• Criar um Observatório para as Secções de Acção Sectorial, com a finalidade de acompanhar a inserção política do PS nas diversas áreas;
• Organizar anualmente um Fórum com os militantes das Secções de Acção Sectorial, com a participação de responsáveis sectoriais, do Partido e do Governo, para debate das políticas sectoriais;

• Manter os militantes informados sobre a actuação dos eleitos do PS, na Câmara e na Assembleia Municipal, através da sua participação nas reuniões da Comissão Política Concelhia, em reuniões de militantes e através dos mais modernos meios de informação e de comunicação, incluindo as sms;

• Renovar e manter actualizada a página de Internet da Concelhia;

• Criar e manter um Jornal Electrónico (mensal) sobre a actividade da concelhia. Este será automaticamente enviado por e-mail aos militantes de Lisboa que possuam endereço de correio electrónico, estando também disponível para “download” no sítio da concelhia;

• Dinamizar a actividade do blog Fórum Cidade dando oportunidade a mais militantes e independentes para expressarem nele a sua opinião sobre as políticas de Cidade;

• Organizar, anualmente, uma “Semana do Novo Militante” de forma a partilhar todo um conjunto de iniciativas que se destinem a acolher de uma forma digna e estimulante os novos Camaradas de Partido;

• Instituir uma reunião trimestral entre os secretariados concelhios do PS Lisboa e JS Lisboa com o fim de criar uma maior e melhor articulação política;

• Organizar uma Convenção onde participem o Partido Socialista e a Juventude Socialista de Lisboa, com o propósito de ouvir todos os seus militantes sobre as características das duas estruturas, suas complementaridades, diferenças e aspirações;

• Promover e aprofundar a articulação com o Departamento Nacional das Mulheres Socialistas e as suas estruturas distritais;

• Promover uma Conferência Internacional Autárquica, com representantes de diferentes cidades europeias e mundiais, de modo a que sejam debatidos problemas e soluções, comuns, no que concerne às mais modernas formas de gestão autárquica, procurando assim definir propostas e medidas que venham a ser defendidas pelo PS Lisboa;

• Promover e dinamizar oficinas de formação, ateliers, tertúlias, cursos de Verão, entre outras iniciativas que estimulem a participação e a qualificação; e,

2. PS (por) LISBOA: O Desafio de Liderar a Oposição com Coerência e Responsabilidade

A eleição dos órgãos da Concelhia criará condições para retomarmos, com visibilidade, a nossa acção política na cidade de Lisboa.

O PS/Lisboa tem condições para voltar a marcar a agenda política e liderar a oposição na Cidade de Lisboa, agregando as diferentes vontades na construção de uma alternativa para a CML e definir as grandes prioridades e eixos orientadores para Lisboa a longo prazo, pautando a sua acção política por uma coerência e firmeza exemplares na defesa das suas ideias.

Preconizamos uma oposição forte, criativa e coerente e não uma oposição passiva, subserviente, desarticulada e desgarrada. Uma oposição que não ande a reboque das agendas políticas da maioria ou de outros partidos e que combata, eficazmente, a gestão da direita do PPD/PES e do CDS/PP.

Para o efeito, e para além das propostas já apresentadas, consideramos, ainda, que é necessário:

• Dar visibilidade à acção política do PS e diversificar os seus espaços de intervenção;
• Criar a figura dos porta-vozes do PS para as políticas de Cidade em Lisboa;
• Disponibilizar o máximo de informação sobre o que é discutido na AML e CML, e sobre as posições do PS, através das páginas de Internet do PS Lisboa, da Vereação do PS e do Grupo Municipal do PS;
• Inovar nas formas de apresentação de ideias e propostas (barómetro que avalie a acção política do poder e oposição camarárias, acções de rua, conferências de imprensa, entre outras formas);
• Assumir uma oposição construtiva que permita garantir a coerência das opções estratégicas do PS na oposição com o programa apresentado nas eleições. Tendo apresentado, recentemente as conclusões do Fórum Cidade, o PS deve apostar nessas opções, enquanto guião para a sua acção política, de modo a manter a estrutura dos quatro compromissos para quatro anos que apresentámos ao eleitorado (Estratégia Lisboa Capital Criativa; A Câmara ao serviço da Cidade; Mais coesão, mais bem-estar para todos e Cidade planeada, com memória e com futuro) e consequentemente apresentar propostas sobre estas questões;
• Assegurar uma acção política articulada entre todos os representantes do PS, na Câmara, na Assembleia Municipal e nas Juntas e Assembleias de Freguesia de modo a que em todos os órgãos autárquicos da Cidade se realize uma acção política coerente com o programa do PS para Lisboa: Acção política articulada que passará pela realização periódica de reuniões entre a Direcção do PS Lisboa, Vereadores, Deputados Municipais, Presidentes de Junta e eleitos nas Juntas e Assembleias de Freguesia. Do mesmo modo, e em articulação com as Secções de Residência, pela realização de reuniões periódicas em cada Freguesia, entre todos os membros que integraram as listas do PS a cada uma das 53 Freguesias da cidade.

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